Publicado em 22 de junho de 2016 às 13:53

Ilha Grande terá entrada paga e acesso limitado

Arquipélago vem recebendo mais visitantes do que suporta; decisão é criticada

Ao que tudo indica, viajantes terão que pegar uma taxa para desfrutar das belezas da Ilha Grande, no Rio de Janeiro.

Isso mesmo. O arquipélago deverá ser objeto da primeira parceria público-privada para a conservação ambiental no Estado.

De acordo com as informações do jornal “O Globo”, um edital será publicado, e o cronograma prevê que uma instituição passe a administrar o acesso à região a partir de 2018.

Ainda segundo o periódico, estudos supõe que sejam cobrados R$40 a R$80 por semana aos visitantes, R$15 por dia. Mas nem todas as pessoas irão pagar a tarifa: ficaram isentos de cobrança moradores e seus parentes próximos, crianças, idosos, trabalhadores locais, pesquisadores e beneficiários do Bolsa-Família.

Com 113 praias, o arquipélago está recebendo mais turistas do que pode suportar / Divulgação

Com 113 praias, o arquipélago está recebendo mais turistas do que pode suportar / Divulgação

O principal intuito de implementar a arrecadação é devido ao número de turistas que a Ilha Grande vem recebendo ultimamente, mais do que a mesma pode suportar: 12,8 mil pessoas.

Segundo a TurisAngra, a ilha deverá receber cerca de 500 mil visitantes neste ano. O excesso de visitantes gerou reclamações dos moradores sobre sujeira, quedas de energia, construções irregulares e o despejo de esgoto em rios, entre outras questões.

Por outro lado

No entanto, o projeto de parceria público-privada é criticado por alguns. O presidente da TurisAngra, Klauber Valente, afirmou que não houve negociação com a prefeitura e a comunidade local.

“Não somos contrários à cobrança de taxa, nem ao controle de acesso. Mas o Estado não pode determinar regras sem conversar com a prefeitura de Angra. A Ilha Grande não pode ser palco de testes”, declarou.

Já o presidente da Associação de Moradores da Vila do Abraão, que é a principal entrada da Ilha Grande, Alberto Oliveira Martins questionou: “Que tipo de empresa vai assumir a Ilha? Para onde irá o dinheiro dos ingressos?”