Publicado em 25 de abril de 2016 às 15:28

Turistas poderão se hospedar em favela durante RIO-2016

Segundo a Associação de Cama e Café e Albergues do Estado do Rio de Janeiro (Accarj), os hostels em comunidades estão com fila de espera

Notícia para quem vai aproveitar as Olimpíadas no Rio de Janeiro!

Durante o evento esportivo, será possível se hospedar em uma favela. Isso mesmo, quem demonstrou o conceito foi a Agência Brasil.

Segundo o periódico, muitos turistas brasileiros e estrangeiros pretendem se hospedar em pousadas, albergues e hostels instalados em comunidades pacificadas durante o RIO-2016.

De acordo com a Associação de Cama e Café e Albergues do Estado do Rio de Janeiro (Accarj), a previsão para ocupação de hostels na cidade carioca para os jogos olímpicos chega a 84,7%. Os turistas estrangeiros (70%) são os que mais procuram este tipo de hospedagem. A entidade tem 48 albergues associados.

Reservas

No Home Hostel Cantagalo, na comunidade do Cantagalo, a responsável pelo local, Simone Pereira, espera atingir ocupação total até o evento esportivo. O albergue oferece café da manhã e almoço e criou passeios turísticos para atrair mais visitantes. “Entre os pontos estão mirantes na comunidade, um restaurante nordestino e o museu da favela”, disse Simone.

Já o norte-americano Adam Newman, dono do Hostel Favela Experience, no Vidigal, espera ocupar as 30 vagas do empreendimento, aberto há um ano e meio, até a Olimpíada. “Abrimos a agenda no mês passado e a lista de espera já é grande”, disse.

Formado nos Estados Unidos em empreendedorismo, Adam Newman já teve uma pousada em Santa Teresa, centro do Rio, mas resolveu ir para o Vidigal para desenvolver um projeto social na região. Em parceria com a organização não governamental (ONG) local Ser Alzira de Aleluia, construiu o hostel há dois anos e meio com ajuda de voluntários. “Hoje em dia, o hostel sustenta a ONG. Gera entre R$ 4 mil a R$ 5 mil por mês para a ONG”. Newman também tem projeto para adaptação de casas de moradores para hospedar turistas. “Na Copa do Mundo, a gente recebeu 150 pessoas do mundo inteiro. E este ano, a gente vai fazer mais, para a Olimpíada”.

Já na comunidade pacificada do Morro da Babilônia, o Babilônia Rio Hostel vai receber holandeses, ingleses e voluntários que irão participar dos Jogos. “Eu vou receber um grupo grande de holandeses antes da Olimpíada e depois, na Paralímpiada. Vai ficar cheio. Foi uma surpresa boa, porque é um grupo que vai fazer uma pesquisa aqui”, disse uma das sócias, Bianca Lima, que divide o negócio com o marido Eduardo Barbosa. De acordo com a proprietária, o albergue é equipado com placa solar e tem captação de água da chuva, atraindo hóspedes preocupados com a sustentabilidade.

Outro que adotou o Morro da Babilônia como sua casa é o belga Paul Dhuyvetter, dono da pousada Estrelas da Babilônia, inaugurada em julho do ano passado, com três quartos privados, ocupados no momento por hóspedes da França, Colômbia e Checoslováquia. Paul garantiu que todas as vagas estão preenchidas para os Jogos Olímpicos. “É muito rápido”, afiançou, atribuindo parte da procura à vista privilegiada das praias do Leme e Copacabana e do Corcovado.

Todas as informações foram retiradas da Agência Brasil.

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