Publicado em 18 de março de 2013 às 11:59

Aeroporto do Galeão na rota dos eventos esportivos

O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro é o principal portal de acesso para quem chega ao estado pelo ar. Também conhecido por Galeão, é o segundo maior aeroporto do país. Além disso, é uma galeria de arte a céu aberto, principalmente para quem passa por lá no início ou no final do dia, quando se pode apreciar a fusão entre a luz do nascer ou do pôr do sol e o brilho das águas do mar. Por mais apressado ou concentrado que se esteja, é inevitável – por que não dizer irresistível? – admirar tal cenário, ainda mais emoldurado pela Baía da Guanabara. Talvez seja por causa de tamanha grandeza que o aeroporto ainda tenha ganhado o nome de “Antonio Carlos Jobim”.

No entanto, a sensação de bem-estar causada pelas belezas naturais pode ser facilmente interrompida caso os usuários não encontrem na área interna do aeroporto uma infraestrutura que atenda de maneira eficiente suas necessidades. Em 2012, o Galeão completou 35 anos de existência e recebeu quase 17,5 milhões de passageiros, entre nacionais e estrangeiros, ou seja, funcionou no limite de sua capacidade. A situação já começou a mudar.

Está em andamento uma programação de obras que elevará para 44 milhões de usuários por ano a capacidade de atendimento. As melhorias envolvem os dois terminais além de pistas e pátios. A previsão é de que tudo esteja pronto até 2014, quando o Brasil receberá a Copa do Mundo da FIFA, o mais importante evento internacional de futebol. A eficiência do Galeão já começa a ser posta à prova em junho deste ano, pois é o mês em que será realizada a Copa das Confederações, com parte dos jogos agendados para o estádio do Maracanã. E vem mais em 2016, com movimentação ainda maior, pois os Jogos Olímpicos que acontecem no Brasil, terão como palco somente o Rio de Janeiro.

Tantos e tão significativos eventos esportivos internacionais têm impacto sobre diversos segmentos da economia fluminense: infraestrutura, prestação de serviços, comercialização de produtos, transportes, hospedagem, alimentação, turismo e, também, o setor imobiliário. As melhorias que estão acontecendo – e que ainda vão acontecer – em cada região, em cada bairro, acabam influenciando oferta e demanda e, claro, valores dos imóveis no Rio de Janeiro. Os profissionais da área, como corretores e analistas, já estão de olho na movimentação de mercado. Especialistas acreditam que, após um momento de ajustes em 2012, o setor imobiliário no Rio de Janeiro deva impactar na rota de crescimento.